sexta-feira, 25 de março de 2011

Ser uma mãe desnecessária até o necessário!

Sei que esse tema já foi bastante discutido em outros blogs, mas ontem lendo o post da Jana  do blog Mãe de Guilherme, me deparei com esse assunto.
Confesso que a primeira vez que li esse texto sobre mãe desnecessária eu chorei muitooooo, até porque li esse texto no blog da Mari http://contosmamaepolvo.blogspot.com/ e quem conhece o blog da Mari sabe que ela escreve coisas que arrancam lágrimas de qualquer um, aí juntou esse texto da Márcia com o texto da Mari esse aqui, pronto, detonou o coraçãozinho da mãe aqui...Quando li esse texto o Levi estava com três meses, eu estava de licença-maternidade, então minha vida era exclusivamente dedicada aquela criaturinha de pouco mais de 50 cm, aí me deparo com um texto falando que tenho que tornar uma mãe desnecessária???Que tenho que reprimir meu impulso maternal???Juro que nesse dia não dormir bem,rss, olhava para o Levi no berço e começava a pensar:"Meu Deus, daqui uns dias não vou ter mais um bebezinho aqui no meu colo, vou ter um menino serelepe pela casa, que vai dormir sozinho, não vai mais precisar de peitinho pra dormir, não vai mais me requisitar de madrugada e depois vou ter um adolescente que poderá fugir várias vezes dos meu beijos e abraços, principalmente na frente do amigos..."
E foi assim que percebi e entendi o que algumas mãe me falavam que vou sentir falta de acordar de madrugada, vou sentir falta de amamentar, porque o tempo passa rápido, especialmente pra nos mães.Confesso que por uns dois dias fiquei meio deprimida, viu Mari o que seus textos causam???Rsss!!!, afinal ainda estava com o bebê praticamente recém-nascido, me sentia a galinha com o pintinho debaixo da asa, sem querer deixar que ele escapasse de jeito nenhum!!
O texto realmente mexeu comigo, como me tornar uma mãe desnecessária Meu Deus??
Com o tempo fui entendo e aceitando essa situação!Rss!Claro que meu filho ainda vai depender muito de mim por um bom tempo, afinal ele só tem 7 meses!!E olha eu aqui mais uma vez sofrendo por atencipação!!Rss!!
Com o passar desse meses entendi que se tornar uma mãe desnecessária é um processo, e não uma coisa que acontece de um dia para o outro, ser tornar desnecessária não é abandonar, não é deixar de amar e largar no mundo, pelo contrário e amar mais ainda a ponto de abrir mão das minhas vontades, do meu apego para que meu filho cresça independente, seguro, se torne um adulto capaz de construir sua própria história, e sei que esse processo acontece todos os dias, que a cada dia o Levi aprende uma coisa nova, evolui, se torna um bebê mais independente e sei que tenho que incentivar isso, deixando bem claro pra ele que eu SEMPRE estarei aqui para quando ele precisar de um colo, seja agora com 7 meses, 7 anos, 17 anos, 27 anos...E entender o que é se tornar uma mãe desnecesária me fez muito bem, posso cuidar melhor de mim, do meu casamento, ter um pouco de "liberdade" sem achar que se não estiver com o Levi 24 hs por dia ele não será uma criança feliz ou segura, passei a aproveitar com mais intensidade os momentos que passamos junto ao invés de ficar lamentando o tempo que passamos separados!
Acho que estou no caminho de me tornar um mãe desnecessária até o necessário!!
Obs:Foi essa frase do post da Mari que me fez chorar o dia todo:
"Foi bom enquanto durou... o mundo é seu seu filho! Estarei sempre aqui de braços abertos qdo vc precisar."
Ai que dor no coração!!Rss!!Sempre choro quando leio!Kkkkkkkk!!
Mãe desnecessária

A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo. Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase e ela sempre me soou estranha. Até agora. Agora que minha filha adolescente, aos quase 18 anos, começa a dar vôos-solo. Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos.Uma batalha hercúlea, confesso.Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara. Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária. Antes que alguma mãe apressada venha me acusar de desamor, preciso explicar o que significa isso. Ser 'desnecessária' é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda e um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho. Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis. Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser 'desnecessários', nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.
Publicado por Márcia Neder , diretora de redação da revista Cláudia edição nº0508.

7 comentários:

Mari Hart disse...

ahhahahaha... aiii que querida!!! Obrigada lindona!!!

Amooo esse texto e desde que o li há algins anos mudei minha maneira de ver a maternidade! E já imagino daqui a muitos e muitos anos totalmente desnecessária, mas com o filhote voltando ao ninho sempre que precisar de mim.

Tudo na visa são fases e precisamos da consciência de aproveitar cada uma delas com intensidade, pq passa!

Um beijo enorrrme!!!!!! =))

Gisele disse...

Adorei o texto Dayane. Agora, só de pensar em me tornar essa mãe desnecessária dá um nó na garganta. Eu já sinto tanta saudade de quando minha filha era um bebezinho. Ai, meu Deus!!! O melhor, é fazer como você, curtir cada minuto possível.

Estou viciada no blog. Não conheço, o Levi pessoalmente, mais passo aqui quase todos os dias para saber um pouquinho de vcs.

Bjão.

MÃE DO GUI disse...

Minha querida amiga day,

Primeiro quero te agradecer pelo puxão de orelha lá no meu post de ontem.

2- AMEIIIIIIIIIII o texto, amei seu post!!!

Vc está MUITO certa, tenho que deixar o meu Gui meio sozinho pra q ele se sinta seguro, hj por ex. fomos ao shopping, eu ele e a babá e qnd eu saía da visão dele, era um chororô só...Nem consegui comprar direito tudo q eu queria...

CONTINUE me dando puxões, pq o de ontem eu AMEIIIIIIIII

bjo

Mamãe Cristã disse...

ai amada, não é fácil mesmo. a minha vontade é que a Kamila seja meu bebe pra sempre, dá vontade de parar o tempo. mas nós criamos filhos para o mundo, e não pra gente, então temos que nos conformar.. não é mole não.. mãe sofre viu.. beijos

RENATA disse...

Difícil né?
Mas concordo... afinal é aquele velho ditado "criamos nossos filhos para o mundo"...
Beijinhos!!!

Fabiana disse...

Olá Dayane,
Desculpe a demora em responder, mas não vendo mais roupas da Carters.
Pelo menos por enquanto.

Beijos e obrigada pelo interesse.

Fabi

Andrea Fregnani disse...

É muito difícil aceitar criar os filhos de forma a nos tornarmos desnecessárias, mas é muito mais compensador e menos egoísta, acho ótimo que a Alice fique bem com o pai, os dois saem juntos, e quando ela volta se joga nos meus braços com aquele sorriso gostoso, então percebo que ela não precisa ser dependente de mim para me amar,adorei seu post
bjs